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A Sabedoria da Natureza e nosso orçamento familiar.


Não gaste mais do que você ganha! Um dos tormentos que assolam a humanidade é conseguir adquirir o equilíbrio orçamentário.
Grandes crises econômicas, em todos os quadrantes do nosso planeta, são vividas na atualidade e certamente todas têm o mesmo princípio gerador: desequilíbrio entre receitas e despesas. Quando o equilíbrio das finanças for alcançado dentro do seio familiar, certamente a sociedade como um todo será beneficiada.
Grande culpa desta desarmonia entre contas – créditos e débitos – é devido à falta de educação financeira. Precisamos nos educar para obtermos mais sucesso nessa área tão vital para nossos dias, ainda mais num mundo globalizado, moldado por argumentos capitalistas.
Quando falamos na necessidade de aprendizado, se nos falta escolas especializadas, como o homem primitivo, podemos voltar a aprender com a sabedoria da natureza. A natureza traz em si a maior inteligência do universo, pois ela se estrutura a partir de modelos perfeitos, a própria existência. O princípio mais elementar está presente em todo ser vivo, quando se trata da manutenção da vida: a energia que ele consome precisa ser menor que a adquirida, pois cessado este princípio a morte vem dar boas vindas, decorrido certo período de permanência do Gastar mais que Ganhar. Este é o princípio mais básico quando falamos em ter um orçamento financeiro. Se alguém está descumprindo esta lei elementar, pode ter certeza que enfrentará, em pouco tempo, dificuldades. Até ai todos os que lidam com dinheiro sabem desta questão, mas o ponto mais sutil é quando despesas sazonais, aquelas de fim-de-ano ou viradas de semestre,  não são contabilizadas para pesar no balanço orçamentário.
Pior ainda, quando despesas que cabem dentro do orçamento são aceitas, mas são desconsideradas as despesas “anexas”, como a aquisição de uma cota de um clube recreativo, desconsiderando o condomínio mensal. Imitando a natureza, devemos considerar acúmulo de “gordura”, de seiva, para dias em que o alimento estará escasso ou estiagens prolongadas venham exigir o consumo de reservas.
São dois os procedimentos básicos a serem adotados: ratear despesas sazonais e criar o conceito de “saldo-médio de receitas” para ganhos variáveis. Considerando estes dois pontos, poderemos então, saber exatamente se estamos transgredindo leis naturais, adequar os gastos e viver dentro de um orçamento planejado, sustentável, não desperdiçando nossas receitas e gastando com qualidade.
Ao elaborar o orçamento mensal, não basta relacionar receitas e despesas do próprio mês. Compromissos como IPTU, IPVA, férias, material escolar, matrículas, etc. deverão ter o valor estimado dividido por 12 e serem acrescidas às despesas conhecidas do mês, como luz, combustível, aluguéis, etc. As rendas devem ter o conceito de renda anual divida por 12, tendo então um equilíbrio mais preciso de despesas e receitas. Isto parece muito óbvio, mas é desconsiderado pela grande maioria da população. As conseqüências são “entradas” em cheques-especiais, parcelamento de cartões de crédito ou inadimplência. É melhor planejar para crescer. Basta disciplina, uma simples calculadora, lápis, papel e bom senso para dias menos estressantes...

Fábio Pontes de Albuquerque Júnior - www.swaraj.com.br